10th Apr2013

As Aventuras de Pi

by Pedro Henrique Gomes

As Aventuras de Pi nos leva, novamente, a pensar na ideia da câmera como o ponto de vista de Deus. Não há subjetivismo no cinema de Ang Lee. Em seus filmes, as coisas logo vão tomando forma, buscando aproximar o espectador do universo desconhecido. O que é justo: toda imagem construída é um agenciamento de formas. O filme (aquilo que é importante dele) resta solitário, meio indisposto e, a seu modo, impostor (em nenhum sentido, por isso, de diminuição – seus problemas são de outra ordem). A história é de uma redenção, de uma conexão com o divino como possibilidade de dar sentido a existência que altera ora entre o olhar puramente cosmético, ora opera na vontade de ser grande, de “fabular o espetáculo”. Assim, ele passa as mãos nas costas de Deus e pisa no rabo do Diabo, mas apenas na superfície. Seu maniqueísmo e sua facilidade filosófica, frutos de um roteiro delineado para ser assim (meio tosco, meio leviano), lhe tiram força. Seu respiro categorial está mais na crítica à religião do que na defesa da fé, mesmo que não pareça à primeira vista.

Tanto o epílogo quanto o prólogo (e as intervenções entre eles, mediadas pelas conversas entre o narrador e o receptor) esfriam a narração, fazem da inocência das discussões que expõem (que são elas mesmas vencidas desde Santo Agostinho) no que toca a religião e seus deuses uma parte de seus pecados cinemáticos. Ora, em um filme de imagens que chamam a atenção para si (isto é, um filme que precisa a todo custo que o espectador não se preocupe com a verdade dessas imagens e sim que as observe com admiração e complacência), sua substância não pode se eximir de culpas e abraçar o discurso das ideias circulares (aquelas que, num argumento, pressupõem como premissa aquilo que se está tentando estabelecer como conclusão). Se o filme gira em torno da história de um homem que pretende provar a existência de Deus através de uma anedota, nada mais justo do que esperar dele um aprofundamento das questões teológicas tais quais são discutidas na própria ideia de Deus. É nesse sentido que o personagem é esmagado pelo roteiro. Mas As Aventuras de Pi é traiçoeiro (no sentido de que pode ser transgressor), pois enquanto o discurso dos personagens é frouxo e ingênuo, a ideia central do filme é pouco sutil.

Se por um lado a discussão interna do filme, aquela que Pi discute com o escritor, abraça uma convenção e uma caricatura do pensamento religioso mais óbvio e vazio para poder desconstrui-lo mais facilmente, todavia a tese do filme é explícita: uma história fabulosa, mesmo que falsa, pode servir melhor ao espírito – portanto a fé é falsa, mas lhe serve bem. Isto é, a própria ideia de Pi se dizer adorador de várias religiões, não seguindo apenas uma narrativa escatológica para sua existência e seu propósito, consiste em nivelar a experiência religiosa para enfraquecê-la. Mas há consequências para Pi Patel (Suraj Sharma). Filho do dono de um zoológico na Índia que resolve vender o parque em função de novas responsabilidades financeiras. De mudança para o Canadá, a bordo de um navio, Pi e sua família são surpreendidos por uma tempestade e, no acidente, quase todos acabam morrendo, exceto o jovem herdeiro e alguns animais, entre eles o tigre de bengala que será sua companhia durante os próximos dias. O tigre, chamado Richard Parker, quer comê-lo.

Essa luta pela sobrevivência (é claro que há a ideia de colocar, pelo menos de raspão, o evolucionismo em disputa com Deus) é tanto seu mote quanto sua aquiescência dramática. As Aventuras de Pi é dependente dessa sua grandeza em que cada imagem precisa ser “maior” que a anterior, surpreender o espectador (o anestesiando). O que o filme tem de mais poderoso (ainda que insuficiente para impedir a caricatura das relações internas criadas pelo roteiro), que está longe de questões relacionadas à sua “aparência”, é mesmo esse pano de fundo crítico que se esconde atrás do discurso do amor e da fé – a priori tida como virtude. A moleza dos personagens, especialmente nas cenas que compõem o presente narrativo (as conversas entre Pi e o escritor), é fruto desse desequilíbrio entre o discurso do autor e a suas vozes.

(Life of Pi, EUA, 2012) De Ang Lee. Com Suraj Sharma, Irrfan Khan, Ayush Tandon, Gautam Belur, Adil Hussain, Tabu, Ayan Khan, Mohd Abbas Khaleeli, Vibish Sivakumar.

45 Responses to “As Aventuras de Pi”

  • Fantástico, Pedro. Finalmente um texto que faz jus ao que o filme, de fato, é – estava sentindo falta dos seus textos, aliás (e ainda aguardo, mesmo que num futuro longínquo, a crítica de Killer Joe). Até hoje há quem debata comigo sobre o filme – almocei com um amigo segunda e ele tentou me convencer que era uma obra-prima. Não adianta: muito embora os efeitos impressionem, o conteúdo é frágil, e, como você bem disse, maniqueísta e raso. Pareceu-me um folheto de auto-ajuda, quase uma pregação religiosa (das mais baratas, diga-se).

    Enfim, parabéns.

  • Alessandro Silveira

    Muito bom o texto, embora ainda fora diplomático demais para com o filme, que foi um total fracasso em tudo que se propôs. O resultado foram 127 minutos demorados, arrastados, sonolentos de vida perdida num cinema com o ar condicionado estragado.

  • O seu texto, como sempre, está muito bem construído e com excelentes argumentos, porém, me permita discordar de você no seguinte ponto: “As Aventuras de Pi” pode até ter uma visão simples e maniqueísta, porém o grande mérito do roteiro é deixar a interpretação a cargo do espectador. O longa tem uma visão espiritualista (alguns diriam de “auto-ajuda”), entretanto, mais que isso, é o relato de uma história de sobrevivência e de perseverança, mesmo com seus contornos fantásticos e extraordinários.

  • De achar que o filme é uma fábula simples tentando dar a lição de moral quase bobinha sob viés religiogo, eu também acho. Mas o tratamento justamente fabular me parece que não quer esconder isso e nem dar a impressão de algo grandiloquente ou autoimportante no sentido de fazer grandes elocubrações sobre a crença e a existência humana. pelo contrário, está tudo ali no âmbito da fábula, do simbólico, e as apostas nos efeitos, no 3D e nas “grandes cenas” são mais uma variante do cinema de entretenimento. Por mais simples que seja, o filme me satisfaz como fábula, talvez porque não trata o espectador com estupidez.

  • Rafael

    Vocês que se consideram críticos de cinema são aqueles que lotam salas para ver filmes de super-heróis baseados na cultura dos EUA… Usar o lado religioso do filme pra criticá-lo? Este é apenas um dos aspectos abordados, e que nem tem toda essa importância assim. O autor propôs as questões para o espectador por si só tomar suas conclusões. Resumindo: um dos raros filmes com qualidade em muitos anos. Vão assistir Homem de Ferro 78 e 2/3.

    • Recomendo duas coisas: (re)veja o filme e (re)leia o texto. Tudo novamente. Acho que você deixou passar algumas coisas importantes.

    • André

      Gostei! Você tem razão! O cara ali de cima, o tal crítico, esconde sua vontade de “criticar a qualquer custo” atrás de palavras elaboradas… e tem gente que repete!

  • que canal da sk que passa
    as aventuras de pi

  • Manuel

    péssima crítica..desculpe e c. todo respeito, mas vc não entende muito de extinto de sobrevivência e relações e interações biológicas entre animais e meio, acho que faltou um pouco disso que eu citei para vc compreender melhor o filme.

    • Não consigo argumentar contra o que você disse, pois você não ofereceu nenhum argumento. Explique melhor o que você entende por interações biológicas. Será um prazer invadir o terreno da luta pela sobrevivência, da biologia em si, ainda mais com que diz entender o assunto.

    • Fernanda

      “extinto”

  • Ricardo

    Pedro, seu texto me pareceu fruto de inexperiencia espiritual. Se diante de acontecimentos podemos escolher entre rir ou chorar, sem que se alterem os fatos já consumados, qual sua escolha ? Se várias existencias não são suficientes para entender o Universo nem a origem gravitacional, se morreremos inexoravelmente, e se sofrer é a única forma conhecida de crescimento moral, qual o sentido voce escolheria para tudo isso ? Com um deus ou sem ele ? Desculpe, mas o filme, não abordou absolutamente nada sobre religião. Ele fala de escolhas, que nos tornam melhores … mesmo que somente aos nossos olhos …

    • Interessante Ricardo.

      Eu entendo o que você diz em relação ao filme não abordar a religião, mas falar sobre escolhas é algo sempre muito vago – assim como ser “melhor” também o é (o que é ser melhor? ser melhor para si pode ser perigoso também, pressupõe algum relativismo ou subjetivismo). Acho que a última coisa que ele pode ser é um “filme sobre escolhas”. Ang Lee é um cineasta bem cuidadoso nesse ponto e nem um pouco ingênuo para fazer um filme sobre escolhas. Um filme nunca é “sobre” alguma coisa, mas atravessado por várias narrativas. Mesmo que fosse, são escolhas amparadas por uma determinada forma de pensamento (no caso, o religioso ou espiritual; é nesse sentido que o filme discute o espírito). Me parece que você está criando uma dicotomia entre as coisas onde elas não existem. Rir não é um bem em si e chorar não é um mal em si. Precisamos partir de observações pontuais. Não penso que crescimento moral pressuponha sofrimento, mas sim que do sofrimento podemos evoluir moralmente, assim como podemos adotar atitudes amorais.

      Abraço e obrigado pelo comentário!

  • Fernando Adams

    Gostei muito de sua crítica mas é importante lembrar que “As Aventuras de Pi” nada mais é que a adaptação (ou plágio) do livro “Max e os Felinos” do genial escritor brasileiro Moacyr Scliar. Após ganhar o ilustre prêmio Bokker de literatura, Yann Martel foi do céu ao inferno com a revelação do plágio feita pelo jornal britânico The Guardian. Recomendo a leitura do livro de Scliar. As semelhanças no roteiro e idéias são absolutamente assombrosas.

  • Lívia

    Bom dia. Perdoe-me a sinceridade, mas discordo totalmente das observações e achei o filme genial. Qquer estudante de Cabala ou afins ficaria “ligado” na tela o filme inteiro, sem sequer perceber o passar do tempo. Como o próprio Pi diz no início do filme que era professor de Cabala, não há melhor lugar para procurar as respostas do filme do que a própria. Peguei aqui a interpretação mto boa de um colega porque só assisti o filme ontem e não tive tempo de fazer a minha ainda. Terei que assistir ao filme mais algumas vezes para lembrar de todos os detalhes que me chamaram atenção. Mas vai aqui a interpretação dele:

    por Hugo Borges de Sá

    Aparentemente, “As Aventuras de Pi” (The Life of Pi), filme mais premiado do Oscar de 2013 (Melhor Fotografia, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Trilha Sonora e Melhor Diretor), é apenas um filme com fotografia de encher os olhos que conta a história de Piscine Patel, vulgo Pi, que tenta provar a existência de Deus a um escritor desencorajado, relatando sua luta por sobrevivência em um bote salva-vidas, após um naufrágio em alto-mar com seu companheiro de viagem: o tigre Richard Parker. Porém, pode-se considerar redundância fazer uma análise cabalística deste filme, tão óbvio é o viés cabalístico presente em sua essência.

    Pi nasce na Índia, filho caçula do dono de um zoológico e de uma botânica. Inabalável em sua crença no sagrado, quando criança, ele encontra espaço o suficiente em seu coração para abraçar as três maiores fés do mundo: o hinduísmo, o cristianismo e o islamismo, ignorando as diferenças de dogmas e preconceitos. Pi entende a unicidade e onipresença da luz de D’us, independente das formas e dos avatares existentes na história da humanidade.

    Em um episódio peculiar com Richard Parker, em seu primeiro contato íntimo com o tigre, o protagonista tenta alimentá-lo com a própria mão, encarando-o nos olhos. Pi enxerga a alma do animal e a impressão que temos é que tudo correria bem, se o pai de Pi não o tivesse impedido, com medo do que aconteceria com o filho. Para ensiná-lo uma lição, o Sr. Patel alimenta o tigre com uma cabra, pedindo-o para ficar de olhos abertos, presenciando a selvageria do animal. Pi fica desolado. Seu mundo perde a cor, e sua fé fica completamente abalada. Assim o protagonista cresce, à procura de algo que trouxesse novamente significado em sua vida.

    O auge do filme, porém, ocorre após a decisão do Sr. Patel de se mudar com toda a família para o Canadá, embarcando em um navio japonês, denominado Tsimtsum, para vender os animais do zoológico. Depois de quatro dias de viagem, Pi acorda no meio da noite em meio a uma violenta tempestade. Curiosamente, ele pede “mais chuva, mais chuva” ao “Deus da Tempestade”, e o Tsimtsum afunda, deixando-o a deriva no Oceano Pacífico.

    O grande cabalista Isaac Luria descreveu um fenômeno curioso. No começo não havia Nada, apenas Luz Infinita. Nesse estágio pré-Criação, não existia lugar onde algo pudesse existir. Quando Ele decidiu criar, sabendo que nada poderia existir onde existisse a Luz Infinita, tamanha sua potência, o Criador retraiu sua Luz em um determinado espaço e o circunda, resultando em um vácuo dentro da Luz Infinita. Só então Ele estendeu para dentro deste vácuo circular um raio de Luz que gerou toda a Criação.

    Esse ato de contração de si mesmo para que pudéssemos existir, Luria chamou de Tsimtsum. O Criador, ao criar este espaço, delimitá-lo e enviar um raio de Luz, revela os conceitos de limite e restrição tão necessários à criação, muito similar à função do número irracional Pi.

    Pi, durante a tempestade, age como a Criatura foi programada para agir: ele pede mais e mais, pois assim é a criatura em essência, em seu desejo egoísta de receber. E é nesse instante que o Tsimtsum afunda, em uma linda cena com alegorias sobre o momento da Criação para satisfazer qualquer estudante de cabala (talvez até mesmo o próprio Isaac Luria).

    Após o naufrágio, o protagonista passa por diversas situações em sua luta para sobreviver. Sozinho, tendo perdido sua família, alimentando e ao mesmo tempo dominando Richard Parker, o que pode claramente ser uma alusão ao nosso Adversário, ao nosso ego e ao constante desejo de receber para si.

    Durante toda a viagem de Pi e Richard Parker em alto mar, é possível identificar diversas referências cabalísticas. Em certo ponto, por exemplo, os personagens passam pela esfera de Yesod, antes de terminarem sua jornada, chegando finalmente a Malkuth. Para não entregar o ouro tão facilmente, deixemos aos leitores a percepção destes pormenores.

    Ao final de sua história, Pi conta para o jornalista que existem duas versões da história e que ele deve escolher qual é a verdadeira: a que ele acabara de contar, repleta de significados, amor e milagres; e a outra, com fatos realistas e cruéis.

    De acordo com Pi, D’us é a “melhor história”. Acreditar em D’us torna a vida mais rica e mais repleta de sentidos – e ainda assim, a vida é a mesma. Ele viveu seu momento pessoal de re-criação do seu universo, sobrevivendo a todas as mazelas e vendo a beleza do Criador em todas elas.

    A escolha, na verdade, é sempre nossa: ver apenas o sofrimento e a dor do mundo ou descobrir o significado profundo de todas as coisas.

    D’us, ao criar o Universo, oculta sua Luz de nós, para que nós possamos fazer nossas próprias escolhas. Mas Ele permanece imanentemente presente, mesmo estando oculto. De certa forma, ele está mais presente em Sua ausência que em Sua presença.

    Do excelente blog CEMEC – Centro de Estudos e Meditação Cabalista

  • CRISTIANE

    O FILME É LINDO, MOSTRA A REALIDADE DA VIDA, MAS NEM TODOS VÃO ENTENDÊ-LO PORQUE NÃO SÃO APTOS PARA ISSO!

  • Nossa Amei a Historia desse filme… Eu acisti ele na sala de aula … Minha professora levol Dvd e nois acistimos … e uma historia muito linda … Todos que fizeraõparte desse Filme estão de Parabéns . Desculpa os erros Ortograficos rsrsrs…..

  • Raphael

    Para quem se diz “Crítico”, você escreve muito mal. Excesso de parênteses, me parece que seu pensamento é diferente daquilo que você esta escrevendo, como se a cada parênteses tivesse que justificar o argumento anterior. Além disso, muitas palavras difíceis e repetitivas, como se estivesse com o a página do dicionário aberta, para inserir palavras que impressionam. Seu erro fatal, falta argumentos para tantas palavras “bonitas”, o que foi escrito quatro parágrafos poderia ser resumido em apenas um. Isto sim é a beleza do bom português, efetividade na comunicação !

    • Alessandro Silveira

      Prezado Raphael
      Já que tu entendes tanto de cinema bem como de retórica, porque não cria um blog sobre o assunto?

  • Guilherme

    Falou falou, escreveu super rebuscado e enfim, mas no fim não falou praticamente nada, por mais que tenha usado uma linguagem super culta, nada fizeste a não ser debochar do filme, julgando-o de fraco e sem enredo. Só soube atacar a religião, ainda que seja o ponto mais subjetivo do filme, assim como Nárnia. Não curti não, me desculpe, nesse artigo só soube escrever muito bonito, mas não transmitiu nada da essência do filme. É assim que um crítico relacionado à indústria midiática pensa? Ah ok, muito obrigado.

    • Guilherme, acho que você precisa prestar mais atenção naquilo que lê. Eu não quero que você concorde comigo, mas eu faço justamente o oposto do que você disse, isto é, defendo, no texto, uma visão menos simplória do pensamento religioso. Não crie espantalhos.

  • Tiger

    Vc é um babaca !!! Vez uma critica ridicula de um dos melhores filmes do ano acho que esse filme é pra quem tem um certo conhecimento e se vc prestar atençao no filme a historia do tigre e que e a verdadeira pois ela que esta no relatorio !!!

    • Ricardo Barbosa

      Ao contrário , os japoneses ante uma história inacreditável mas fantástica em simbolismos e outra absolutamente cruel e sanguinária , ficaram com a irrealidade . Afinal como é dito pelo prórpio Pi ao jornalista canadense no final , uma história com tigres será a melhor , mesmo que fruto da imaginação . Lembra aquela frase célebre , se a lenda supera a realidade , imprima-se a lenda . O filme é sobre o conforto que a fé traz aos que nela repousam seus sentimentos diante da rudeza da existência . É um filme religioso no espectro amplo do termo e sobre a presença de Deus , e também sobre a ausência da religião e de Deus . A escolha é do espectador
      .

  • Ronaldo

    Minha humilde opinião:
    Filmes são divididos em várias categorias, mas para mim são apenas duas:
    Filmes que te divertem e filmes que te fazem pensar.
    Se um filme se propõe a te divertir e consegue… Ok, para mim é um ótimo filme.
    Se um filme se propõe a te fazer pensar, seja o tema que for, e consegue… Ok, para mim é um ótimo filme.
    Agora quando um filme te diverte e te faz pensar por mais de 24 horas.. pra mim esse é O filme.
    Pi é O filme, para mim é claro, que sou um zé ninguém, assim como todos vocês e inclusive Ang Lee.

    • Luciano Chaves

      Ronaldo….de forma simples e objetiva, creio que calou a boca de muitos por aqui! Ponto alto do post; “Filme que diverte e te faz pensar por mais de 24 horas….”
      Quanto ao “zé ninguém”, não se rebaixe tanto…perante as inúmeras tentativas de colocações intelectuais, provenientes de prováveis candidatos à algumas cadeiras acadêmicas, ou à cargos do ramo….

      Parabéns!

    • Cecilia Patello

      De tudo que eu li aqui, seu comentário é o que faz mais sentido. Concordo plenamente com você.

  • Mari

    tanto faz filminho tosco HOTD e bem mais xau

  • Andreza Monteiro

    Concordo com um dos comentaristas acima, ao discordar do ilustre crítico de cinema Pedro Henrique Gomes.
    Sei que não tenho nenhum experiência enquanto crítica de cinema, mas não posso me furtar ao dizer que o filme é maravilhoso e encantador. Sua Beleza está justamente em deixar questionamentos filosóficos e religiosos a cargo do expectador, sem trata-lo como um bobo, que precisa de tudo explicadinho.
    Este filme, na minha opinião, deve ser entendido tal como é: não como um simples entretenimento Americano, tais como os filmes baseados na Marvel (em que alguns são muito bons no que se propõem: simples entretenimento), nem como um documentário aonde se discute diversos posicionamentos, argumentos e contra argumentos religiosos sobre a existência ou não de Deus, mas sim como uma fábula, pois que é o que me parece e nem por isso perde sua beleza.
    Pelo contrário, aí está sua grandiosidade, trazer para uma (pseudo) linguagem simples, aquilo que requer uma vida inteira de reflexão e estudo. Trazer para uma linguagem simbólica, romântica e poética, a questão fundamental da ESCOLHA em se acreditar ou não na existência de uma força, presença e sentido divinos para a vida. E é isso ao que filme se propõe, e bem o desenvolve, atingindo sua meta, que é o de traduzir numa linguagem, repito, pseudo simples, um questionamento tão complexo e profundo quanto o é a ESCOLHA DE VIDA em se acreditar ou não em DEUS.
    O filme, ao que me parece, nunca se propôs a desenvolver uma profunda “crítica das religiões em detrimento da defesa da fé”, nem tão pouco se propôs a “provar a existência de Deus através de uma anedota”. Me desculpe a discordância, mas acho que o filme nunca teve essa meta.
    Daí porque, com todo respeito, ouso discordar de sua crítica, porque você parte de uma meta, não pretendida/não querida pelo filme, como ponto de partida de sua crítica, chegando a uma conclusão crítica do filme desastrosa e dissociada da verdade. Se filme tivesse como meta tais pontos de partida, sua crítica, talvez, estivesse correta, mas como considero que estas nunca foram as metas do filme, não entendo sua crítica como acertada.
    Repito, o filme que, ao que parece, tem como meta, abordar a delicada e complicada temática da ESCOLHA DE VIDA em se acreditar ou não na existência de DEUS, ou algo divino, o que é superior às religiões, trazendo a ideia da religiosidade (religare: do latim, reconectar, no sentido de reconexão com o Divino), que está acima das diversas fações religiosas existentes, sem criticar ou abraçar nenhuma delas.
    O filme também não se encerra em um ponto “fechado” de pensamento, defendendo ou atacando a crença em DEUS, se posicionando pela crença ou descrença nELE. Não, ele não faz isso.
    O que ele faz é deixar um final “aberto”, de forma proposital, demonstrando um grande respeito pelo expectador, exigindo dele sua inteligência e reflexão a fim de, depois da sala de cinema, em sua casa, por dias a fio, ele mesmo (o expectador) fazer ele mesmo sua ESCOLHA, ou, pelo menos, pensar e refletir sobre a necessidade tão importante e tão inafastável de fazer esta ESCOLHA em como quer olhar e compreender a vida.
    Assim entendo, na minha humilde opinião, que o filme foi magistralmente construído e desenvolvido tanto no roteiro como nos efeitos visuais, tendo se prestado perfeitamente ao que “veio fazer” e recomendo como um filme obrigatório para os amantes de cinema e de assuntos filosóficos baseados em questionamentos espiritualistas e existenciais.

  • Afonso Luis

    Acabei de assistir o filme agora é só tenho algumas palavras para dizer: UMA VERDADEIRA OBRA PRIMA, excelente filme. Quero o DVD original para guardar e ver e rever várias vezes depois. =)

  • Tomaz

    Crítica horrível, não prende o leitor até o fim!

  • Tomaz

    Horrível! Texto muito chato, não prende o leitor, e ainda vi alguns elogiando, como?

  • ToN

    O filme é bom, muito bem feito, claro em suas idéias principais, também é alicerçado em ideologias e segue a risca seu objetivo.

    Para ser diferente de tudo que foi escrito: As aventuras de Pi, discute o verdadeiro motivo do naufrágio do navio.
    São contadas duas estórias e não resta ao espectador escolher, pois o filme é bem pontual e não quer deixar essa escolha ao público. Na verdade há um excesso na condução para a mensagem central, o que para mim foi algo de extremo incomodo mas que também trouxe uma atenção extra.
    Entre as duas estórias uma é real, pontual e realista, enquanto a outra é cheia de fábulas, metáforas e entretenimento.
    O filme é estruturado em religião e fé, com base nas teorias de Isaac L. após uma sólida e detalhada apresentação religiosa o enredo começa a tomar forma, a mudança de foco acontece apenas quando Pi e sua família ingressão na viagem ao Canada.

  • ToN

    Sobrevivência e Instinto.
    Naufrágio é naufrágio, se você ainda não passou pela experiência, pode acreditar, é um assunto que sempre “rola” o nome de Deus.
    As leis, a cultura, e a educação são facilmente extintas em meio as circunstâncias de uma deriva navegação em um oceano a merce das intemperes climáticas e dificuldades do ambiente hostil.
    No filme as belas imagens não são por mero acaso, fazem parte da condução central, afinal, o filme é bem completo e precisa atingir seu inconsciente de forma subliminar, para apoiar os argumentos lançados nos dialogos entre o protagonista.

  • ToN

    O filme te faz pensar: Há quem pense na vida, outros na morte, naufrágio, canibalismo, tem quem pense em Deus, outros terminam o filme mais convictos de seu ateísmo, e tem também os que olham o filme como um estudo sociológico e humano tendencioso.

    ToN
    wellingtonsw@hotmail.com

  • Caroline

    “…Se o filme gira em torno da história de um homem que pretende provar a existência de Deus através de uma anedota, nada mais justo do que esperar dele um aprofundamento das questões teológicas tais quais são discutidas na própria ideia de Deus” – só nessa frase dá para ver que sua versão do filme seria bem chata. Sem contar que, sinto lhe dizer, você definitivamente não entendeu a “anedota”.

  • Lucas

    Acabei de ver o filme, e me parece que você focou demais num ponto que é, em certa medida, periférico no filme: a defesa (ou o questionamento) da fé. O filme parece muito mais uma viagem “interior”, do que “exterior”, ou seja, um questionamento não da existência do divino, mas da compreensão humana diante da vida, ou do vazio. Isso parece bastante óbvio quando se descobre que Pi pode ser o próprio tigre, ao mesmo tempo seu maior amigo e seu maior inimigo. Por isso não há a menor necessidade de tecer explicações acerca da fé, da existência de Deus etc. Não é preciso buscar uma explicação “exterior” à “anedota”, como o próprio Pi diz em um momento para o escritor: “É só uma história, você não precisa encontrar um significado nela”. A passagem final do relatório que o escritor lê dá uma chave, quando fala da história de sobrevivência de Pi junto com um tigre. O filme, para ser mais sucinto, é isso: uma história de sobrevivência, seja diante de um naufrágio, seja diante da vida.

  • fabricio soares

    esse filme , ou melhor essa história , e um plagio do livro “Max e os Felinos”, do escrito Brasileiro Moacyr Scliar

  • Selene

    Olha…
    Depois de muito tempo que assisti, ainda me lembro do filme.
    ele realmente me fez refletir.
    acho que poucos filmes fazem isso com agente.

  • Io

    Muitos comentarios foram melhores que a critica.Faltou humildade, imparcialidade, simplicidade e respeito aos que tem opinião diferente.

    Na minha opinião o filme é interessante e bem produzido.

  • Atamar Chalub

    critica horrivel vc é fraco da uma de inteligente, texto horrivel não prende o leitor, alias nem sei porque deixam um cara desses escrever tanta merda. querem ver uma critica boa desse filme é so ir pro site do omelete, esse pedro henrique gomes é uma piada.

Trackbacks & Pings

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>