13th Sep2013

A mise en scène no cinema

by Pedro Henrique Gomes

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A Mise en Scène No Cinema – Do Clássico Ao Cinema De Fluxo (Papirus, 2013, 224 páginas) De Luiz Carlos Oliveira Jr.

Se há um livro sobre cinema lançado este ano que não pode faltar na biblioteca da cinefilia é o do Luiz Carlos Oliveira Jr. sobre a “Mise en scène no Cinema”. A bem dizer, ele conversa com o primeiro cinema para balizar os fundamentos e as origens do termo, alargamento teórico que vai de encontro às origens teatrais, percorre a encenação no palco para traçar as diferenças de aplicabilidade devido à “polivalência do conceito”. É uma questão bastante cara à crítica de cinema diante da complexidade de seu uso e mesmo da “banalização” que o conceito pode sofrer. Um pouco além: na segunda parte do livro chegamos até o momento em que seria possível aventar um cinema de fluxo e questionar a pertinência da mise en scène, já falando de Claire Denis, Gus Van Sant, Hou Hsiao-Hsien, Lucrécia Martel. As perguntas são várias e provocadoras: o que é mise en scène? onde está a mise en scène? tudo está na mise en scène?

A reconstrução teórica coloca, entre outros, Rohmer, Mourlet, Rivette, Aumont e Bordwell, bem como as revistas Cahiers du Cinéma e Présence du Cinéma em constante diálogo para amparar os rumos da análise. Se muitos estudos já foram realizados buscando aproximar as relações entre cinema e teatro a partir da ideia de encenação (uma tradução reconhecidamente limitada para mise en scène, mas talvez a melhor que podemos emprestar ao termo), o autor buscou “trazer as principais conclusões desses estudos para melhor enxergar de que modo a mise en scène, nascida no teatro, ganhará no cinema (…) uma dimensão de essência, de força-motriz, de fonte emanadora de toda beleza da arte em questão”. No livro, oriundo da dissertação que ele defendeu na ECA-USP sob orientação de Ismail Xavier, fica evidente o rigor da pesquisa e a tensão que o texto estabelece entre o conhecimento do objeto e o objeto do conhecimento, fazendo as distinções necessárias e se livrando de flexões teóricas.

Vamos logo reconhecer que está posto ao metteur en scène a tarefa de “orquestrar” o cenário (a luz, o figurino, os atores e seus movimentos), mas que, por outro lado, a definição pragmática de mise en scène como o ato de “levar alguma coisa para a cena e mostrá-la” não pode servir a generalizações. “A mise en scène cinematográfica se faz não apenas uma colocação em cena, mas acima de tudo um olhar sobre o mundo”. Se a técnica não é mera ferramenta (“ela é aquilo que torna o espetáculo possível”), pois exige também uma variação do ponto de vista e uma modulação do olhar, o realizador tem diante de si um enigma a resolver. Como articular os mais variados elementos e suas dinâmicas particulares de modo a produzir o objetivo artístico, a imagem fílmica? No teatro, trata-se de mais de uma questão de pôr “numa cena”, enquanto no cinema as possibilidades de movimento implicam a reelaboração permanente da ação e, portanto, do espaço dramático. Observando ainda sob outro prisma, Junior cita uma definição interessante de Jacques Aumont: “a mise en scène de cinema é o que não se pode ver”. É um mistério.

Colocar em cena, se não é um ato isolado, seria então um conjunto amplo das mais variadas possibilidades de organização do quadro cinematográfico, dando fruição ao filme, impondo-lhe um ritmo. É também por isso que é possível não haver mise en scène em algum classicismo dos anos 1950, mas que há mise en scène em Lumière, por exemplo, pois “ele realizou todas as possibilidades do material de que dispunha”, soube observar o espaço, relacionar os objetos. Para nos livrarmos logo dos dogmatismos, definitivamente não se tratava de um simples posicionamento de câmera – até mesmo posicionar a câmera nunca é simples. O livro tem ainda outra incursão que me parece sustentar alguma importância. Aprofunda a discussão em torno dos hitchcock-hawksianos e dos mac-mahonianos. Os primeiros, defensores da política dos autores (surgida na Cahiers Du Cinéma de Truffaut, Godard, Rivette, Chabrol e Rohmer, ou seja, os jovens turcos), diziam que é justamente através da mise en scène que o cineasta expressa sua “visão de mundo”, isto é: “A moral de um filme, seu conteúdo, sua mensagem,  está intimamente relacionada à forma cinematográfica empregada pelo autor (enquadramentos, movimentos de câmera, montagem etc)”. Em síntese, o grande filme é definido pela “verdade de sua mise en scène”. Entre os diretores que motivaram a sistematização da “política” estão os americanos nativos ou migrantes Nicholas Ray, Anthony Mann, Otto Preminger, Howard Hawks e Alfred Hitchcock.

O segundo grupo abraçou firmemente um seleto time de cineastas que seriam a representação da “pureza da mise en scène”. Mac-Mahon é o nome de um cinema em funcionamento desde 1938, localizado em uma Avenida parisiense de mesmo nome e os mac-mahonianos eram críticos e cinéfilos que frequentavam essa sala. Michel Mourlet, Jacques Lourcelles e Jacques Serguine, entre outros, tinham em Fritz Lang, Otto Preminger, Raoul Walsh e Joseph Losey os deuses do Olimpo cinematográfico (a quadra de ases, como coloca o autor). De cunho hegeliano, pois quase sempre há algo do Belo de Hegel aqui e ali nos textos mac-mahonianos, “Sobre uma arte ignorada”, manifesto que Mourlet escreveu para expor a concepção da captura do real sem a necessidade de deformação dos conteúdos já radicaliza com tudo: seria necessário corrigir as formas, as linhas, as curvas, levando a mise en scène ao essencial, isto é, o real que se oferece ao olho. Não é difícil deduzir que essa concepção de cinema vai negar o surrealismo e o expressionismo, por exemplo, pois seriam deformações do real.

Cinema de fluxo

Há alguns acréscimos e modificações em relação ao texto acadêmico, mas, em mais largas linhas, a outra parte do livro aborda o cinema de fluxo, que Luiz introduz com força: “Os cineastas de fluxo (…) não captam ou recriam o mundo segundo articulações do pensamento que se fariam legíveis nos filmes. Eles realizam um cinema de imagens que valem mais por suas modulações do que por seus significados”. Sendo assim, o fluxo é uma consciência cinemática que abandona o clímax para preencher as narrativas com micro sensações, trata-se antes da imersão no mundo e não mais sobre ele. O conceito mesmo de fluxo, se não impedirá que se fale em mise en scène tal como antes, ao menos colocará novos desafios quando aplicado aos cineastas contemporâneos, pois onde é possível fazer aproximações não será pelas vias de “um estilo ou um traço, mas de um comportamento do olhar que desafia as noções tradicionais (…)”.

Na estética de fluxo, termo introduzido por Stéphane Bouquet, já não há a forma clássica, a construção psicológica, a dramaticidade num crescendo. Ao falarmos em fluxo não estamos implicando em abstrações de velocidades, mas em potências de continuidade. A câmera vai deixar se absorver pela permanência de uma indecisão e será contaminada por sensações, vai mergulhar na confusão dos corpos e irá também explorá-los, não restarão arestas no quadro. Não obstante a utilização do conceito é importante não tentar criar uma redoma de aço e simplesmente atirar cineastas lá. Há muitas variações em jogo e o cinema de fluxo é mais uma questão de relações estéticas do que de uma formatação de estilo.

Luiz Carlos problematiza essas questões a partir de uma investigação de fôlego, amparado por notável referencial teórico e discursivo, o que garante desde já a permanência da pesquisa como uma das mais importantes em língua portuguesa sobre o tema.

***

Entrevistamos o Luiz para a primeira edição da Aurora, numa conversa de mais de 20 páginas que é, para dizer o mínimo, uma aula de cinema. Aliás, também nessa edição tem outra entrevista de peso que não seria inoportuno lançar em livro no futuro. Refiro-me a pesquisa de mestrado do Milton do Prado, realizada na Concordia University de Montreal. Ele parte de um olhar rivettiano sobre a mise en scène que não é menos relevante para quem busca ir fundo no debate.

24th Nov2012

O Diabo na Água Benta

by Pedro Henrique Gomes

“Esta aventura pode muito bem não ser inteiramente verdade, mas foi-me assegurado que não é inteiramente falsa”. “Metade deste artigo é verdade”. As frases anteriores aparecem nos libelos analisados por Robert Darnton em seu novo livro, O Diabo na Água Benta – Ou a Arte da Calúnia e da Difamação de Luís XIV a Napoleão (Companhia das Letras, 2012). Nele, o historiador americano analisa textos que tinham como objetivo “destruir a honra de suas vítimas mediante difamação pessoal” (classificação que Darnton atribui a Voltaire). Os libelistas, como eram chamados os autores, escreviam histórias baseadas em situações reais e fantasiosas, estruturadas de forma a difamar os personagens e envergonhá-los diante da opinião pública, sejam eles ficcionais ou membros da corte e da nobreza da França do século XVIII. Eles eram autores que viviam, em grande parte, nas Grub Streets londrinas, onde podiam publicar seus libelos aproveitando-se da liberdade de imprensa inglesa na época – embora não seja bem assim. De Luís XIV, ninguém escapava dos textos difamadores dos escritores impopulares que escreviam “miscelâneas confusas sobre questões muito claras”. Textos irreligiosos que abraçavam a crítica iluminista da religião, historietas pitorescas sobre as relações amorosas de reis e rainhas, príncipes e princesas, fazem parte dos motes que circulavam entre as ruelas.

Vários dos textos, que em alguns casos eram pedidos que vinham da própria corte, mantinham o nome de seus autores sob pseudônimos, o que dificultava a ação dos investigadores a serviço da censura instituída monarquia. Os inspetores, aliás, muitas vezes acabam construindo reputações sólidas como defensores da ordem e do respeito aos senhores e depois, quando se viam submersos no submundo nos libelos, acabavam colaborando com eles. O mesmo acontecia do outro lado quando libelistas que, para não irem para a degola, sussurravam os meandros da produção libelista aos policiais da calúnia. O ambiente era de profunda conspiração e golpes políticos engendrados entre os próprios agentes policiais uns com os outros e entre os próprios libelistas. Darnton discute a própria atividade de Voltaire com tais escritos difamatórios (sendo que ele mesmo foi vítima deles). Embora não possa ser considerado um libelista, Voltaire (que não era libelista, mas difamou) certamente utilizou técnicas comuns aos escritores clandestinos em Cândido, por exemplo.

Em contraste, se por um lado era espinhoso buscar conteúdos difamatórios em Voltaire, por outro Darnton assume a dificuldade de definir como os libelos eram recebidos pelo público, todavia acaba propondo algumas interpretações possíveis a partir dos próprios acontecimentos que costuravam a monarquia francesa à época. Diante de crises políticas e em meio a momentos de fortalecimento dos pilares da Revolução, os libelistas, ao mesmo tempo em que eram perseguidos e publicavam seus textos em redutos clandestinos espalhados por Londres e por guetos parisienses, contribuíram de várias formas para a derrubada do ancien regime. Antes de precipitar-se em um discurso ingênuo, Darnton afirma que “devemos resistir a tentação de buscar tendências revolucionárias em tudo o que aconteceu na França antes de 1789”, pois “evidentemente, os libelos constituíam apenas uma pequena corrente na caudalosa torrente de literatura revolucionária. Nem de longe tinham poder de, por si, transformar a política”. E continua pontuando que os revolucionários não constituíam um todo homogêneo politicamente falando.

“Todavia, houve um caminho que desembocou diretamente no levante revolucionário: Grub Street. Por lá passou um segmento importante de líderes revolucionários – nem todos, por certo: a maioria era solidamente burguesa, muitos pertenciam à nobreza, e mesmo os que vinham da classe dos literatos e pseudoliteratos distribuíam-se em diversos partidos, alguns inclusive de extrema direita”. É por aí, com a devida cautela, que Darnton investiga as implicações políticas e as possibilidades revolucionárias dos escritos libelistas, partindo da ideia de que eles não seriam mais que um conteúdo desagradável aos olhos da população e da própria legitimidade do poder monárquico, o que claro, não os tornava neutros. No entanto, tratar a política como maquete por onde desfilam personalidades esdrúxulas servia também para obscurecer a própria atividade política, o que ajuda identificar as semelhanças entre os libelos, bem como a própria linguagem, isto é, a identidade de cada libelista. Uma vez que o conceito de plágio de lá não era o mesmo que o daqui (já que se escondiam, os libelistas, por óbvio, tampouco reivindicavam direitos autorais), os textos eram quase sempre cópias de si mesmo e de outros libelistas e libelos já publicados, de modo que a distinção entre o real e o inventado se perdia em meio aos discursos. Aparência e realidade imiscuíam-se para enriquecer a narrativa, e segundo Darnton justamente a “mistura de fato e ficção conferia um sabor peculiar às notícias que apareciam nos libelos, em oposição aos relatos afiançáveis mas censurados da Gazette de France oficial”.

Com uma escrita fluída digna do bom romance, embora seja um livro de não ficção, O Diabo na Água Benta sensualiza o leitor, atomiza suas sensibilidades e radicaliza seu próprio conteúdo. Não à toa, aparecem figuras caras ao Iluminismo, como Diderot (entre outros), e também Marquês de Sade (aristocrata libertino, o louco dos loucos, o odiado tanto pelos monarcas quanto por Napoleão), quando de sua estadia na Bastilha. A galeria de personagens é ampla, mas nem por isso Darnton perde o fôlego no livro que, do início ao fim, suplanta concepções baratas e românticas dos antecedentes revolucionários e dos atores e atrizes da transição.

O Diabo na Água Benta – Ou a Arte da Calúnia e da Difamação de Luís XIV a Napoleão (Companhia das Letras, 2012, 608 páginas) De Robert Darnton. Tradução de Carlos Afonso Malferrari.


30th Mar2011

50 livros sobre cinema (2)

by Pedro Henrique Gomes
Dando continuidade a uma postagem antiga (50 livros sobre cinema), eis mais uma listagem com livros sobre/de cinema. E se todos os livros aqui listados são essenciais para o desenvolvimento de uma cinefilia sadia, destaco, em negrito, a essência da essência. De alguma forma, a leitura (em especial dos destacados) de alguns destes livros pautaram discussões diversas e muitos estudos a partir de suas explanações. Da teoria a prática, do conceito a forma, da dialética a estética. Tem de tudo. Cria-se um vínculo com as obras: aprender, descobrir, ensaiar, vibrar, entender, compreender. Espero que essas leituras recomendadas possam ser-lhes úteis. Acredito que serão.

1. Cinefilia (Antoine de Baecque, Cosac Naify)
2. Sublime Obsessão (Tuio Becker, Coordenação de Cinema RS)
3. Deleuze e o Cinema – Filosofia e Teoria do Cinema (Jorge Vasconcellos, Ciência Moderna)
4. A Imagem (Jacques Aumont, Papirus)
5. Eisenstein e o construtivismo russo (François Albera, Cosac Naify)
6. Criando Kane e outros ensaios (Pauline Kael, Record)
7. O Discurso Cinematográfico – A Opacidade e a Transparência (Ismail Xavier, Paz e Terra)
8. O que É Cinema – Col. Primeiros Passos (Jean-claude Bernardet, Brasiliense)
9. Críticas de Inácio Araújo: cinema de boca em boca escritos sobre cinema (Juliano Tosi, Imprensa Oficial)
10. Eduardo Coutinho – O Homem que Caiu na Real (Carlos Alberto Mattos, Cineclube da Feira)
11. Cinema e Políticas de Estado: Da Embrafilme à Ancine (Melina Marson, Empório do Livro)
12. Lendo as Imagens do Cinema (Jullier Laurent, Senac São Paulo)
13. Escrever com a Câmera a Literatura Cinematográfica (Jean-Luc Godard, Crisalida)
14. É tudo verdade – Reflexões sobre a cultura do documentário (Amir Labaki, W11 Editores)
15. O Novo Cinema Iraniano – Arte e Intervenção Social (Alessandra Meleiro, Escrituras)
16. 50 Anos Luz – Câmera e Ação (Edgar Moura, Senac São Paulo)
17. Cinema Gaúcho – Uma Breve História (Tuio Becker, Movimento)
18. Um Cinema Brasileiro Antropofágico? (Guiomar Ramos, Annablume)
19. O Prazer dos Olhos Escritos Sobre Cinema (Francois Truffaut, Jorge Zahar)
20. Charlie Chaplin (Andre Bazin, Jorge Zahar)
21. O Negro Brasileiro e o Cinema (João Carlos Rodrigues, Palla)
22. Cinema, Vídeo, Godard (Philippe Dubois, Cosac Naify)
23. Orson Welles (Andre Bazin, Jorge Zahar)
24. Cinema Noir – espelho e fotografia (Marcia Ortegosa, Annablume)
25. I Lost It at the Movies (Pauline Kael)
26. Cinema Político Italiano – Anos 60 e 70 (Alvaro Machado [Org.], Cosac Naify)
27. Como a Geração Sexo Drogas e Rock n’Roll (Peter Biskind, Intrínseca)
28. Esculpir o Tempo (Andrei Tarkovsky, Martins)
29. Os Filmes da Minha Vida (François Truffaut, Nova Fronteira)
30. Cinema – Direção de Atores (Carlos Gerbase, Artes e Ofício)
31. 1001 Filme Para ver Antes de Morrer (Steven Jay Schneider, Sextante)
32. Avatar – O Futuro do Cinema e a Ecologia das Imagens Digitais (Erick Felinto e Ivana Bentes, Sulina)
33. Cinema Cubano – Revolução e Política Cultural (Mariana Villaça, Alameda Editorial)
34. A Aventura do Cinema Gaúcho (Luiz Carlos Merten, Unisinos)
35. O Olho Interminável (Jacques Aumont, Cosac Naify)
36. Saudades do Século 20 (Ruy Castro, Cia das Letras)
37. A Rampa (Serge Daney, Cosac Naify)
38. Cidadão Cannes (Gilles Jacob, Cia das Letras)
39. Cangaço – O Nordestern no Cinema Brasileiro (Maria do Rosário Caetano, Avathar Soluções Gráficas)
40. Cruz e Souza – O Poeta do Desterro (Sylvio Back, 7 Letras)
41. Ecos do Cinema: de Lumière ao digital (Ivana Bentes [Org.], UFRJ)
42. Escritos Sobre Cinema – 1926-1971 (Jean Renoir, Nova Fronteira)
43. Narrativa e Modernidade (André Parente, Papirus)
44. O Processo do Cinema Novo (Alex Viany, Aeroplano)
45. Prática do Roteiro Cinematográfico (Jean-Claude Carrière e Pascal Bonitzer, JSN Editora)
46. Olhar Crítico – 50 Anos de Cinema Brasileiro (Ely Azeredo, Editora IMS)
47. Humberto Mauro Revisto por Ronaldo Werneck (Ronaldo Werneck, 2001 Vídeo)
48. Introdução ao Documentário (Bill Nichols, Papirus)
49. O Cinema Americano dos Anos Cinquenta (Olivier-Rene Veillon, Martins Fontes)

50. A Imagem-Movimento (Gilles Deleuze, Ed. Brasiliense)

30th Jan2010

50 livros sobre Cinema

by Pedro Henrique Gomes
Para os cinéfilos que querem “ler” os filmes de maneira diferenciada, com uma visão mais crítica sobre a história da Arte, alguns livros listados abaixo servem como guias. Para quem almeja ou já se aventura no cinema, livros como Lições de Roteiristas e Fazendo Filmes são verdadeiros professores. A lista foi elaborada sem consulta alguma (apenas algumas informações sobre as editoras), apenas com aquilo que a memória deste cinéfilo pôde resgatar, por isso não lamente se o seu livro favorito não estiver incluído – isso pode ser corrigido com sugestões nos comentários para uma próxima lista.

Alguns destes livros têm ótimas lições de cinema e grandes exercícios críticos de leitura. Portanto, cinéfilos, regozijem. A seleção não possui ordem de preferência, por isso apenas destaco os livros mais interessantes.

1. Cinema no Mundo (5 volumes, Alessandra Meleiro, Ed. Escrituras)

2. A Magia do Cinema (Roger Ebert)

3. Sobre Direção de Cinema (David Mamet)

4. Fazendo Filmes (Sidney Lumet)

5. Hitchcock/Truffaut: Entrevistas (François Truffaut)

6. Lições de Roteiristas (Kevin Conroy Scott)

7. As Teorias dos Cineastas (Jacques Aumont, Papirus)

8. O Cinema e a Invenção da Vida Moderna (L.Charney e V. Schwartz, Cosac & Naify)

9. História do Cinema Mundial (Fernando Mascarello, Papirus)

10. O Sentido do Filme (Sergei Eisenstein, Jorge Zahar Ed.)

11. François Truffaut – Uma Biografia (Antoine de Baecque e Serge Toubiana, Record)

12. Charlie Kaufman e o Lugar do Autor no Cinema (Cecília Sayad, Alameda Ed.)

13. A Ponte Clandestina – Teorias de Cinema na América Latina (J.C. Avellar, Ed. 34/Edusp)

14. A Filosofia do Horror, ou Paradoxos do Coração (Noel Carroll)

15. Uma Viagem Pessoal pelo Cinema Americano (Martin Scorsese e Michael Henry Wilson)

16. Cinema como Prática Social (Graeme Turner)

17. Grandes Filmes (Roger Ebert)

18. Publique-se a Lenda: A História do Western (A.C. Gomes de Mattos)

19. O Outro Lado da Noite: Filme Noir (A.C. Gomes de Mattos)

20. A Outra Face de Hollywood: Filme B (A.C. Gomes de Mattos)

21. Conversas com Almodóvar (Frederic Strauss, Jorge Zahar Ed.)

22. 1001 Noites no Cinema (Pauline Kael)

23. A Fora do Filme (Sergei Eisenstein, Jorge Zahar Ed.)

24. Introdução ao Cinema Brasileiro (Alex Viany, Ed. Revan)

25. Cinco mais cinco (Luiz Carlos Merten e Rodrigo Fonseca)

26. Cinema: Entre a Realidade e o Artifício (Luiz Carlos Merten)

27. Grandes Diretores de Cinema (Laurent Tirard)

28. Por um Cinema sem Limite (Rogério Sganzerla, Azougue Ed.)

29. Cineastas e Imagens do Povo (Jean-Claude Bernardet, Cia das Letras)

30. Cinema – O Mundo em Movimento (Inácio Araújo, Ed. Scipione)

31. Um Filme é um Filme (José Lino Grunewald, Cia das Letras)

32. Num Piscar de Olhos (Walter Murch)

33. Direção de Cinema (Michael Rabiger)

34. Um Filme por Dia – Crítica de Choque ((org.) Ruy Castro, Cia das Letras)

35. Revisão Crítica do Cinema Brasileiro (Glauber Rocha, Cosac & Naify)

36. Glauber Rocha – Cartas ao Mundo (Ivana Bentes, Cia das Letras)

37. Introdução à Teoria do Cinema (Robert Stam, Papirus)

38. A Estética do Filmes (Jacques Aumont, Ed. Papirus)

39. Cinema de Novo: Um Balanço Crítico da Retomada (Luiz Zanin Oricchio, Est. Liberdade)

40. Cinema Mundial Contemporâneo (Mauro Baptista e Fernando Mascarello, Papirus)

41. A Experiência do Cinema (Ismail Xavier, Graal)

42. Dicionário Teórico e Crítico de Cinema (Jacques Aumont e Michel Marie, Papirus)

43. As Principais Teorias do Cinema: Uma Introdução (J. Dudley Andrew)

44. Dicionário de Cineastas (Rubens Ewald Filho, Cia Editora Nacional)

45. Do Cinetoscópio ao Cinema Digital: Breve História do Cinema Americano (A.C. Gomes de Mattos)

46. Compreender o Cinema (Antonio Costa, Ed. Globo)

47. A Imagem-Tempo (Gilles Deleuze, Ed. Brasiliense)

48. As Estrelas: Mito e Sedução no Cinema (Edgar Morin, José Olympio Ed.)

49. Fragmentos para uma Autobiografia (Roberto Rosselini, Ed. Nova Fronteira)

50. O Cinema no Século (Ismail Xavier, Ed. Imago)