02nd Jan2012

Seleção de textos publicados no blog em 2011

by Pedro Henrique Gomes

Seguindo as postagens de alguns blogueiros, faço aqui a minha seleção de textos publicados aqui nesse blog ao longo do último ano. Sejam os mais acessados ou os que mais gosto ou mesmo os que geraram algum debate. Pretendo escrever mais em 2012 (se bem que quase 200 postagens não é assim tão mal para um blogueiro), sobre assuntos diversos, expandir a pauta do blog.

Cinema:

Melancolia
Bravura Indômita
Tio Boonmee Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas
Planeta dos Macacos – A Origem
A Serbian Film – Terror Sem Limites
Bastardos Inglórios ou o que é o cinema (artigo)
A mediocridade de Harry Potter – 29 conceitos
Drive
Sintomas do cinema hollywoodiano (artigo)
O Assassino em Mim
Os Residentes
Sobre alguns filmes fraturados: A Origem, A Rede Social e Cisne Negro (artigo)
Além da Vida
Machete
Ensaio: Fazer crítica
Ensaio: Fazer crítica (2)
50 livros sobre cinema (2)

Teatro:

A Lua Vem da Ásia
Une Flûte Enchantée

Política:

Algumas palavras sobre marcha da liberdade
Inspiração e revolta
Sobre a censura
Somos toda cultura que existe
Uma tragédia social

22nd Dec2011

Os 10 melhores filmes do ano

by Pedro Henrique Gomes

Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas, de Apichatpong Weerasethakul (Lung Boonmee Raluek Chat, Tailândia, 2010) – Crítica aqui.

 

Bravura Indômita, de Joel & Ethan Coen (True Grit, EUA, 2010) – Crítica aqui.

 

Cópia Fiel, de Abbas Kiarostami (Copie Conforme, França/Itália, 2010) – Crítica aqui.

 

Além da Vida, de Clint Eastwood (Hereafter, EUA/UK, 2010) – Crítica  aqui.

 

Meia Noite em Paris, de Woody Allen (Midnight in Paris, EUA, 2011) – Crítica aqui.

 

Chantal Akerman, de cá, de Gustavo Beck e Leonardo Luiz Ferreira (Brasil, 2010) – Crítica aqui.

 

Melancolia, de Lars von Trier (Dinamarca/França, Alemanha/Itália, 2011) – Crítica aqui.

 

Singularidades de Uma Rapariga Loura, de Manoel de Oliveira (Portugal, 2009) – Crítica recomendada aqui (Fábio Andrade/Cinética)

A Pele Que Habito, de Pedro Almodóvar (Espanha, 2011) – Crítica recomendada aqui (Fábio Andrade/Cinética).

 

Poesia, de Lee Chang-dong (Coréia do Sul, 2010) – Crítica aqui.

 

01st Jul2011

Mudamos de endereço

by Pedro Henrique Gomes

Após quase quatro anos no blogger, o Tudo é Crítica abandona a casa. Embora o blog antigo continue aí (não será deletado do blogger), saímos do blogspot, partimos para o wordpress, plataforma colaborativa, mais livre e com possibilidades diversas. O que era www.tudoecritica.blogspot.com agora passa a ser www.tudoecritica.com.br. E-mail de contato também muda. De tudoecritica@gmail.com passamos para contato@tudoecritica.com.br. Concepção visual, assim como a elaboração do desenho do blog “antigo”, implementada pelo amigo Luciano Lima, a quem agradeço especialmente – e deixo como indicação aos leitores blogueiros.

A partir de hoje, tudo por aqui. Aos poucos vamos acostumando com a nova casa e implementando funcionalidades – embora, particularmente, me pareça muito mais interessante o conteúdo, o texto e as ideias em um ambiente o mais limpo (visualmente) possível. Quero que vocês entrem aqui e sintam vontade de ler os textos, antes de tudo. Comentários sobre a nova casa, como sempre, são importantes.

Sem mais, peço que os amigos atualizem os links em seus blogs.

04th Jan2011

Dilma, que você seja você

by Pedro Henrique Gomes
Dilma, que você seja você.
Que seu governo possa esclarecer assuntos perdidos em meio aos escombros do passado, mas não esquecidos por quem os viveu. 
Que possamos deixar o lamento no único lugar que lhe pode servir de morada: o nada. 
Que consigamos livrar esse nosso Brasil da inoperância, dando seguimento ao projeto de governo deixado por Lula, colhendo os frutos dos equívocos para finalidades acertadas.
Que transformemos o quadro de injustiças e agonias num painel de lutas e vitórias. 
Que “seus ministérios” possam atuar rigorosamente nos problemas. 
Que cada assunto esteja relacionado a um órgão de acordo com sua gravidade, e não rastejando por interesses. 
Que o povo que lhe confiou o poder continue lhe dando todo o suporte necessário. 
Que aqueles que não lhe deram o voto estejam agora ao teu lado.
Que falácias midiáticas não lhe afetem a esperança e o desejo de uma mudança possível e necessária. 
Que os corrompidos sejam afastados e que os justos, aproximem-se.
Que, antes do mundo olhar para você, você olhe para o mundo.
Que você, Dilma, não se assuste com a pressão de governar um país tão avacalhado por “reinados” anteriores. 
Ou que você sinta essa pressão e a transforme em soluções. 
Que as obras para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 sejam vistoriadas com cuidado. 
Que o povo não precise gritar por aquilo que, por direito, é seu. 
Que mantenhamos uma posição franca e firme nas relações externas. 
Que os ministros a quem você confiou o cargo possam representar-nos com apreço e dignidade. 
Que medidas extremas não sejam tomadas sem precaução e sem estudo. 
Que o Estado não seja aniquilado por suas próprias forças. 
Que você faça um bom governo. 
Que tenhamos todos bons tempos sob seu governo!
O preto e o branco não podem ser as cores únicas de nosso país.
14th Nov2010

Especial Medo no Cinema

by Pedro Henrique Gomes
Já está no ar há alguns dias no Cinefilia um especial muito bacana sobre esse gênero tão amado por (quase) todos os cinéfilos. São quase 40 críticas sobre filmes que, de alguma forma, contribuiram para a evolução do terror no cinema.
08th Nov2010

Algumas palavras sobre o show de Paul McCartney

by Pedro Henrique Gomes
Antes de mais nada, peço licença ao leitor, pois involuntariamente este texto será escrito em primeira pessoa.

O show de Paul McCartney em Porto Alegre não é simplesmente um show, uma apresentação meramente fantástica; estamos falando de um evento ainda não assimilado pela massa que lotou o estádio Beira-Rio na noite de ontem. Não existe um Homem no mundo capaz de fazer o que Macca fez ontem – e provavelmente irá fazer em São Paulo. A simples imagem do ex-Beatle nos telões já levou a multidão ao delírio. Para quem, como eu, esperou mais de 30 horas na fila, valeu a pena. Como bom inglês, Paul (“que já foi mais popular que Jesus Cristo!”, segundo John Lennon) subiu ao palco pontualmente, às 21 horas. Dali em diante, foi um monstro. Tocou tudo e cantou tudo. A abertura, com Jet, foi um dos momentos mais lindos do show, não somente pela expectativa ter sido derrubada com a presença visível do mestre no palco, mas pela energia que emana em todo o estádio – mais de 50 mil pessoas. Como uma criança, chorei durante as 3 horas da apresentação – acho importante registrar que, choro agora, inclusive, enquanto redijo estas palavras, lembrando de tudo. O efeito do show ainda estará comigo por um bom tempo. Até hoje, nenhum filme fez isso comigo.

A dor da espera refletida no corpo inteiro foi anestesiada no exato momento em que Paul apareceu no palco. O repertório é fantástico, mas o que impressiona é a vitalidade que o velho Paul demonstrou em cada performance. Técnica vocal impecável, Paul soltou a voz do início, com Jet, ao fim, quando tocou The End. No percurso, Let It Be, Yesterday, All My Loving, Lady Madonna, Obladi Oblada (primeira vez que a música é tocada ao vivo no Brasil, segundo Paul), entre outras – tanto dos Beatles quanto de sua carreira solo. Mas a música mais ovacionada foi Hey Jude, com a multidão cantando mesmo após uma breve pausa, até a volta da banda – que acompanha muito bem o músico. O lalalalá de Hey Jude foi um momento especial. O show de Paul McCartney é um orgasmo de 3 horas.

Arriscando o português (com uma colinha), Paul falou bastante com o público, mas se expressou bastante com gestos corporais, como de costume em seus shows. Não somente por ser Paul McCartney e por ter feito parte da maior banda de rock de todos os tempos, mas também por transmitir uma energia tão enlouquecedora quanto emocionante, o espetáculo proporcionado ao público foi de primeira grandeza – com direito a fogos de artifício durante algumas músicas, já próximo do final. A máxima que diz que só sabe quem lá esteve, é válida. O show de Paul McCartney não é somente um show, é um cometa de sensibilidade rara (quase inumano), que nos transporta para o tempo atrás (mesmo para quem não o presenciou) e o tempo à frente. Viver aqueles momentos é quase como chegar à Lua (a Lua desce ao palco em Something, em homenagem a George Harrison, assim como a Terra). Você está lá, no show, mas se sente em tantos outros lugares. É uma viagem. Paul McCartney representa mais que um mito ou uma lenda, já que ele é real e vive. Não há palavras, só a lembrança.